Jair Bolsonaro foi denunciado por crime de racismo pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge

A Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciou o pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pela prática de racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros nesta sexta-feira (13).

A denúncia contra o deputado é relativa a um episódio de abril de 2017 onde o deputado, em discurso no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, usou nos termos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, “expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”.

A denúncia da PGR qualifica ainda a conduta de Bolsonaro como “ilícita, inaceitável e severamente reprovável”. Caso condenado, o deputado deverá pagar no mínimo R$ 400 mil por danos morais coletivos e cumprir pena de reclusão de um a três anos. Procurado pelo Uol, o deputado afirmou que não estava sabendo da denúncia. “Mais uma? Para mim é novidade. Iremos responder”.

Em pesquisa do Datafolha divulgada em 31 de janeiro, Bolsonaro liderou todos os cenários de intenções de votos sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).