Foto: Lula Marques/ Agência PT

Prestes a registrar sua candidatura, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou, em artigo publicado no jornal norte-americano “The New York Times” nesta terça-feira (14), que a prisão dele “foi a última fase de um golpe em câmera lenta destinado a marginalizar permanentemente as forças progressistas no Brasil”. “Pretende-se impedir que o Partido dos Trabalhadores seja novamente eleito para a Presidência”, escreveu. No texto, o petista diz ainda que é o líder nas pesquisas de intenção de voto em que seu nome é testado. Para ele, “milhões de brasileiros entendem” que sua prisão “não tem nada a ver com corrupção”. “E eles entendem que eu estou onde estou apenas por razões políticas”, comentou. “Eu não peço para estar acima da lei, mas um julgamento deve ser justo e imparcial”.

“Forças de direita me condenaram, me prenderam, ignoraram a esmagadora evidência de minha inocência e me negaram Habeas Corpus apenas para tentar me impedir de concorrer à presidência”, falou.

“Eu peço respeito pela democracia. Se eles querem me derrotar de verdade, façam nas eleições. Segundo a Constituição brasileira, o poder vem do povo, que elege seus representantes. Então, deixe o povo brasileiro decidir. Eu tenho fé que a justiça prevalecerá, mas o tempo está correndo contra a democracia”.